Livro: “Start” (de Jon Acuff)

Oi.

O Livro “Start – Dê um soco na cara do medo; trabalhe no que interessa”, do americano Jon Acuff, é uma delícia de se ler. E isto não é só porque o cara escreve bem (e escreve) e de um jeito descontraído que faz a mensagem chegar ao leitor como se ele estivesse falando diretamente, ao vivo. O livro é uma delícia pela mensagem que traz, e pela forma como trata as iterações de aprendizado que temos na vida.

Basicamente, o livro diz que todos nós podemos ser incríveis e atingir à grandeza (que por sua vez, nada mais é do que aquilo que faz com que nos sintamos incríveis), desde que sigamos a “estrada da grandeza”, que passa por cinco terras distintas, sendo elas:

  1. A terra do Aprendizado
  2. A terra do Foco
  3. A terra do Domínio
  4. A terra da Colheita
  5. A terra da Orientação

Os nomes são bastante intuitivos e o livro detalha cada “terra” citada acima. Por isso, não vou me estender aqui. Só vou dizer duas coisas:

  1. Não é possível pegar atalhos na “estrada da grandeza”. Para ser incrível em alguma coisa, temos que passar por todas as “terras”;
  2. Chegando à terra da orientação, nós precisamos encontrar uma nova grandeza para buscar e voltamos à terra do aprendizado.

Achei esta mensagem é maravilhosa. Recomendo demais a leitura.

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Não seja um franqueador de mentirinha!

Oi.
Eu te confesso que eu achei este artigo tão bom, que mesmo sabendo que não se deve duplicar conteúdo na web eu não resisti em replicá-lo aqui.
Originalmente, você pode conferir este e outros no site http://www.grupobernoli.com.br/blog/, ok?
Não seja um franqueador de mentirinha!
 Em tempos de instabilidade econômica e mercado desafiador como temos hoje no Brasil, é perfeitamente compreensível que as pessoas busquem cada vez mais informação acerca de mercados e modelos de negócio relativamente seguros para investir. E neste contexto, o mercado de franquias se apresenta como excelente opção para os empresários que buscam crescimento sustentável para seus negócios.

O problema é que, apesar de haver vasta quantidade de informação disponível sobre o franchising, o processo de franquiabilidade não é simples como pode parecer à primeira vista para alguns. E também não é barato (embora o custo benefício compense, no médio e longo prazo). Tem muito conjunto de lojas por aí dizendo que é Franquia, mas não é. Isso porque, para ser Franquia, há uma séries de regras e padrões que DEVEM ser seguidos para evitar até mesmo quebra do negócio, e estas redes não os seguem (até parece que por uma aparente falta de órgãos fiscalizadores jurídicos específicos para o Franchising, já que a lei do Franchising tem mais de 20 anos e abre margem para mais de uma linha de comportamento, em vários pontos). Aliás, eu próprio já vivenciei situações em que o empresário, depois de procurar assessoria especializada para se tornar franqueador e fazer um simples esboço do quanto iria investir no processo, desistiu da assessoria e tentou fazer tudo sozinho, lançando ao mercado um modelo de negócios intitulado como Franquia porém cheio de falhas graves na estrutura.

Já comentei neste post o que precisa ser feito pra começar a formatar sua empresa para ser Franquia. Agora, estou escrevendo novamente para ressaltar que não se pode franquiar hipóteses. Para que sua empresa ser uma Franquia de verdade, você tem que investir em vários aspectos de estrutura: instrumentação e documentação jurídica,  manutenção de padrões e qualidade, educação corporativa e consultorias de campo, imagem institucional e marca, e por aí vai. E tudo isso começa na montagem do plano se negócios, que além de ser feito por gente comprometida e competente, deve contemplar mais de um ponto de vista e antecipar todos os riscos possíveis. E, demagogias e conveniências à parte, é bem improvável se alcançar isto sozinho. Você precisa contar com parceiros de qualidade. Faça uma pesquisa ampla, teste os potenciais fornecedores de serviço, e encontre um parceiro que te ajude a crescer. Tenho certeza de que em meio à tua pesquisa, vamos acabar nos conhecendo ;).

Bons negócios.
Fonte: Dezenas: Dezenas de livros lidos, de clientes atendidos e de experiência de mercado.
Créditos da imagem: Felipe Jardim

O nosso desafio pela educação

Eu não me canso de dizer que a faculdade deve ser o ambiente de testes onde as pessoas devem tentar validar suas ideias sem medo. É ali, durante aqueles anos de formação e de base acadêmica para exercer a profissão, que o estudante precisa colocar em prática suas hipóteses para, com o auxílio e estrutura dos professores, obter a preparação que o mercado de trabalho exige dos profissionais. Errar é parte do processo de aprendizado e as faculdades deveriam incentivar a postura empreendedora de seus formandos, gerando profissionais realmente prontos para encarar os maiores desafios aqui fora. Entretanto, isto não acontece como deveria. E não acontece por diversos motivos: a maioria dos estudantes brasileiros já trabalha quando ingressa no ensino superior; grande parte dos professores não têm o devido vínculo com as práticas atuais de mercado; há uma defasagem crônica no ensino de base do país, gerando estudantes despreparados para as faculdades; etc.

Sou bacharel em administração de empresas e fiquei extremamente surpreso ao descobrir que eu poderia ficar estudando por 4 anos e sair sem saber como se abre uma empresa! Aliás, isso só não aconteceu porque eu faço parte do raríssimo grupo de pessoas que realmente quis fazer este curso. Mesmo assim, o ensino foi baseado em teorias da administração de 50 anos atrás e, se eu não me esforçasse muito mais que a média de pessoas no curso, seria mais um formando desatualizado e sem espaço no mercado de trabalho. Durante a faculdade eu trabalhei numa empresa de tecnologia e, por isso, tive oportunidade de constatar que o mesmo acontece na maioria das faculdades de tecnologia do Brasil: os caras aprendem coisas de 10 a 20 anos atrás e, se não se esforçarem muito além da média, terminam suas faculdades sem saber nada que realmente gere valor para o mundo. É uma falha grave na nossa educação. Mas, como resolver este problema?

Ora, minha visão é de que por se tratar de um problema crônico, relacionado tanto a fatores culturais como estruturais do País, não se pode esperar uma solução unilateral por parte do Governo. Se quisermos realmente fazer algo pela educação de nossos jovens, teremos que usar a criatividade, arregaçar as mangas e ir à luta. Empresas terão que ser mais presentes nas escolas e universidades e o incentivo ao empreendedorismo deve vir do berço. E, principalmente, caras como eu (e talvez você), que se formaram e estão atuantes no mercado de trabalho graças a muito esforço e um grande ímpeto em complementar o conhecimento, questionar, testar e validar hipóteses, não devem esquecer o problema da educação de base: devemos voltar e compartilhar com os estudantes o que o mercado nos ensinou. Este é desafio. Este é o meu desafio.

Tenho pensado e feito algumas coisas para cumprir este desafio. Uma delas, é levar grupos de discussão de práticas de mercado para os estudantes empreendedores de algumas instituições. Outra, é apoiar causas como a do education dream (que ainda devo um post, aliás), que ajudam as pessoas as realizar seus sonhos de educação através de uma plataforma colaborativa; e da endeavor, referência em educação empreendedora no Brasil.

Já tem muita gente trabalhando pra solidificar as bases educacionais do nosso país. Mas é importante que todos nós façamos um pouquinho. Devemos isso ao mundo. Daqui alguns meses, trarei as ações que estou realizando no mundo off line para cá, e será um prazer dividir com você.

Abraço!