Recomeços

Há muito tempo eu não escrevia. Nos últimos tempos uma quantidade imensa de coisas cotidianas tem me levado muito tempo e, confesso, acabei me entregando à rotina doida que qualquer pessoa que queira empreender no Brasil e comece nas mesmas condições em que eu comecei precisa ter.

Em alguns meses minha esposa dará à luz um filho e eu estou muito feliz. Mas não se pode dizer que todos os dias são fáceis. Pra ninguém. Aliás, foi uma sequência recente de dias difíceis que me colocou em uma reflexão sobre como tudo é cíclico.

Reflita comigo.

A vida é feita de começos e recomeços. Até mesmo a morte, que muitos de nós classifica como um ponto final, ultimamente me parece mais como um recomeço. Os pontos finais são apenas um marco para que algo novo comece, e a natureza é repleta de exemplos disto (metamorfoses animais e vegetais, estações climáticas, evolução de espécies).

Então, por que raios, deveríamos nós nos prender à dores ou amores passados? Por que nós, conscientes de que algo não vai como gostaríamos em algum contexto da nossa vida, não forçamos o encerramento do ciclo para que algo novo e melhor se inicie? Certamente a ciência deve ter suas explicações à respeito. Mas este texto, assim como a grande maioria dos que escrevo, é apenas um convite.

Desta vez, mais do que apenas refletir, quero te convidar a avaliar. Sim, fazer um balanço periódico de sua vida e pensar em cada período como um ciclo evolutivo. Eu comecei a fazer isso e percebi que é muito menos difícil se desprender do stress causado por momentos ruins e, surpreenda-se, muito mais profundo e significativo relembrar as coisas boas. Ao fazer balanços cíclicos ficará evidente e redundante a postura de desacelerar, recarregar e começar de novo. E isso é viver.

Um brinde aos recomeços.

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Refletindo sobre felicidade

Estes dias eu vi um post no Facebook onde tinha uma foto do focinho de um cachorro com a legenda “Dizem que este focinho traz felicidade”. Isso me fez lembrar de uma conversa bem antiga, porém interessante que tive com minha esposa certa vez, onde estávamos falando sobre qual seriam, de fato, as condições de vida ideal para uma pessoa ser feliz. Começamos a divagar sobre qual seria a contribuição de cada área de nossas vidas (física, financeira, social, familiar, afetiva, profissional e espiritual) para que fôssemos felizes, e qual delas deveria ter maior atenção ou prioridade de nossa parte.

Esta conversa aconteceu já tem muitos anos, mas não foi a primeira e nem a ultima que tive com minha esposa e com outras pessoas, também, sobre felicidade. O conceito de felicidade é um tema recorrente nas conversas que tenho com as pessoas mais próximas à mim, e cada novo ponto de vista que conheço me enriquece um pouco mais e me dá novos insights sobre a vida. Foi por isso resolvi escrever este post e te convidar a refletir comigo sobre as várias óticas e linhas de pensamento à respeito.

Você se sente mais feliz quando está em um grande grupo de colegas ou quando está com aqueles dois amigos de sempre? O quanto você relaciona o nível de felicidade com o momento financeiro que vive? Já se sentiu infeliz quando tua vida parecia perfeita aos olhos dos outros? Já parou pra pensar que as três ou quatro pessoas fora da tua família que você mais admira e considera felizes, provavelmente levam vidas substancialmente diferentes?

Tudo isso é coisa pra pensar. Mas não pensar passivamente. Pensar com viés de mudança positiva, querer evoluir – principalmente se as respostas que tivermos não forem as que gostaríamos de responder. Só o profundo autoconhecimento permite responder as questões que citei aqui e outras. E nos questionar é uma forma de alcança-lo. Ter questões como estas em mente nos coloca em um nível diferente na vida. Um nível superior de observação, de comunicação com os outros, de postura perante o dia-dia e de encarar tudo, de modo geral. Passamos a olhar mais pra dentro do que pra fora de nós mesmos. Passamos a respeitar o ambiente e tudo que o compõe. O aprendizado realmente começa. E é aí que geralmente começamos a acreditar em um tipo de felicidade que até então nem imaginávamos, mas percebemos que somos parte do universo e nele tudo está interligado.

Este não é um post de respostas. É um post de perguntas. Pra refletir, descobrir, avançar. Aí mesmo, de onde você está. A partir de agora, e para sempre. Quanto mais respostas surgirem ao longo do tempo, maior o indício de que está se autoconhecendo. Este é o verdadeiro avanço e a possível contribuição que este post pode ter. Mais um passinho. O destino é um só pra todos: felicidade.

Não se preocupe em mostrar valor às pessoas

Desde pequeno eu sempre pensei que ser diferente me traria algumas vantagens perante o mundo. Pensei que se estudasse mais que todo mundo seria o melhor profissional possível, pensei que se trabalhasse mais que todo mundo ficaria rico. Pensei que se fosse o melhor homem do mundo meu cônjuge me amaria mais (é só olhar pro mundo e você vai ver que nada é assim).

Pensei que sendo diferente da média, e sendo o melhor possível em tudo o que fizesse, todos me reconheceriam e eu não teria frustrações em minha vida. Isto já aconteceu com você? Você já ficou se empenhando ao máximo em tudo o que fazia para mostrar valor às pessoas, para que vissem que você é “diferente” da média e lhe dessem algum reconhecimento? Se já aconteceu, espero que você compreenda o que eu vou dizer agora: Mostrar valor é inútil.

Hoje, eu sei que quando você cria e transmite valor, as pessoas o percebem. Se você estiver gerando valor ao ecossistema em que vive, você não precisa mostrar. Parece óbvio. Mas Deus… como demorei a entender isto. E é exatamente este o motivo que me leva a escrever este post. Talvez neste momento você esteja buscando energias pra continuar a ser o melhor possível, como eu busquei recentemente, e esteja tendo dificuldades, como eu recentemente enfrentei. Talvez você esteja a ponto de desistir, como eu quase o fiz. Quase..

Quero compartilhar com você algo íntimo. Que compartilhei com pouca gente (e levando em conta a audiência deste blog, continuará assim). Eu não desisti da vida porque encontrei meu propósito. E encontrei a partir do momento em que parei de buscar respostas no universo e comecei a prestar atenção em mim mesmo. Autoconhecimento é a minha fórmula. A tão falada inteligência intra-pessoal salvou minha vida. Comecei a entender minha relação com o mundo e com as pessoas… e ter as pessoas certas ao lado, na hora certa, foi fundamental. Quanto mais invisto em autoconhecimento, menos me preocupo em mostrar valor e mais valor acabo gerando. E é isso o que importa: gerar valor pras pessoas que você ama, gerar valor para o ecossistema em que você vive, gerar valor pra você mesmo.

Este é meu conselho. Invista em se conhecer, pra ter um auto-relacionamento maravilhoso. Aí o valor aparece. E as pessoas percebem. O resto é consequência.

Abraços.

Devaneios futurísticos

Oi. Estamos no meio de uma sexta-feira e eu tenho certeza de que já tem gente pensando com força no happy hour, na balada de sabadão, no almoço de domingo… Mesmo assim, faço questão de cortar este clima (só por alguns minutos) convidando-os a refletir comigo sobre algo em que estive pensando esta semana.

Sempre gostei bastante de ler, pensar e, principalmente, observar o comportamento e as interações sociais entre as pessoas (neste último, inclusive, venho dedicando mais tempo com o passar dos anos). Quando tenho uma destas brechas em que se está num um shopping com a família e é o “dia de comprar roupas”, fico alguns preciosos minutos (horas) me ligando na galera que passa.

Venha comigo. Sente-se aqui. Veja como as pessoas se movimentam, como interagem com as outras – conhecidas e desconhecidas , como comem, como riem, como vivem. Curioso, não? Veja aquele casal de namorados sentados de frente um para o outro, ocupando todo um banco. Veja aquela família com pai, mãe e três filhos. Veja aquele grupo de jovens cheios de energia, aprendendo a flertar uns com os outros. Veja o casal de idosos, com as bochechas rosadas e rostos rechonchudos. As crianças correndo em direção à loja de brinquedos, os seguranças passando falando no rádio, um casal que passa discutindo de mãos dadas… É muito movimento, não acha? Isso não é lindo?

Pare. Respire. Se você tiver visualizado estas cenas comigo, consulte a enxurrada de coisas que lhe vem à cabeça. Procure nesta sua nuvem de pensamentos o que parece mais singular: As diferenças. Agora, pense em como compreender e respeitar estas diferenças são, me arrisco a cogitar, a missão mais importante da sociedade uma vez que, a partir desta compreensão, serão traçados os rumos futuros.

Pense nos jovens: eles mais jovens sempre têm a capacidade de nos encher de esperança – quando toda sua energia é alinhada com algum propósito. Eles têm sonhos. E muitos sonhos deles não são realizados simplesmente porque nossa intolerância às diferenças transforma em pedra o futuro que seria brilhante. Precisamos ser tolerantes. Precisamos abrir nossa mente ao futuro e evoluir, de fato. E este é o primeiro passo para um futuro brilhante.

Mas tem um outro fator muito importante. A máxima de que “Os jovens são o futuro” e é “a Educação a base de tudo” é, no meu conceito, verdadeira. E sem querer me prender à dura realidade das condições de ensino do nosso País e do interminável debate sobre desigualdade social e má distribuição de renda, eu gostaria de apresentar um projeto grandioso que une os sonhos dos jovens com possibilidades de uma educação que ajude a melhorar o futuro.

Para este post não ficar imenso, vou falar sobre o projeto com mais exclusividade, em um próximo post. Mas se você já quiser saber do que estou falando neste post maluco, clica aqui.

Pra fechar: terminei de escrever e reli tudo antes de clicar em “Publicar”. Aí me dei conta de como a maioria dos meus textos insinuam uma incoerência lógica de pensamentos em vários pontos. kkkk Eu ri. Ri, porque sou realmente assim – com pensamentos incoerentes, meio maluco e, talvez, eu sonhe demais. Mas como é impossível sonhar sozinho, eu te convido a vir comigo. Compartilhe seus sonhos. Você sabe onde me encontrar.

Abraço.

 

Recado sobre a crise

Uma das coisas que mais tenho ouvido falar hoje é crise econômica. É só falar em crescimento e bons planos para este ano que vem um grita: ” é crise econômica!”. Fala que vai trocar de emprego e… “crise econômica!”…. vai abrir uma empresa ou expandir o negócio e, de novo, “mesmo com crise?”. Ora, minha avó já dizia que “enquanto uns choram, outros vendem lenços”. E se você quiser mais um exemplo real, pense em vendedores ambulantes de guarda-chuva. Pode estar o sol que for que, chuviscou e lá estão eles gritando “Olha sombrinha, olha a sombrinha, 5 reais!”. Sim, oportunidades nascem na crise.

Você sabe, afinal, o que pretende fazer durante este ano pra não deixar o pessimismo alheio minar seus planos? Existe, sim, um cenário econômico instável onde o Governo (não me limitando a entrar numa discussão política – falo de governo e oposição juntos, pois todos gastam dinheiro público de uma forma ou de outra, ok?) estourou as contas e agora busca desesperadamente formas de aumentar a arrecadação. Agora, a postura de parar de produzir e começar a reclamar do mundo é suicida. Você precisa de um plano.

Um senhor me disse, recentemente, que de tempos em tempos ele vê a mesma história. Sempre há alternância entre tempos de estabilidade e tempos de crise e o que ele costuma ver é o pessoal que se prepara durante o tempo de vacas gordas, “se dando bem”. Adoro a sabedoria que o tempo pode proporcionar. É tempo de inovar e colocar as coisas planejadas em prática. Não fique aí parado. Continue sonhando, planejando, realizando. Mostre a todos que nós podemos, mesmo com cenário hostil, melhorar as coisas empreendendo. Afinal, o que é empreender senão encontrar formas reais, baratas e criativas de se resolver problemas? Aproveite a tempestade que o Brasil está passando e vai passar, e esteja preparado para surfar a onda mais top.

Forte abraço.

Sobre Carnaval

Posso dizer que o carnaval é um feriado até polêmico, pela forma que divide opiniões. Alguns são críticos vorazes, enquanto outros são foliões de carteirinha. Mas não entrarei aqui no mérito de levantar as questões morais e políticas acerca do carnaval. Afinal, os vários milhões de reais em receita que circula em diversos setores da economia durante o período me faz achar o feriado até que muito útil para o país.

O que quero aqui é me distanciar um pouco do entendimento que a maioria das pessoas demonstra sobre o carnaval (festa, bagunça, pegação e etc) e me ater às várias opções que temos para passar os “dias de folia”. O que você faz nos quatro dias amplamente aceitos como carnaval, de fato? Aproveita para relaxar? Viaja? Continua trabalhando? Coloca pendências em dia?

São tantas as opções para se fazer durante o feriadão, que minha única dica é:

DESACELERE.

Sim, dê uns dias de descanso para o seu corpo e alma. Medite, desligue-se das numerosas situações problemáticas que a vida moderna nos coloca, e aproveite para estar perto das pessoas e das coisas que você ama e te fazem bem.

Na minha opinião, por mais que você tenha um carnaval agitado, deve aproveitar ao menos uma mínima parte desta época do ano para recarregar a sua bateria. Afinal, para muuuitas pessoas, o ano começa agora. E te garanto que 2015 vai ser um ano diferente. Paulera. De aprendizado.

Prepare-se física. espiritual e intelectualmente.

Ah, e também beba bastante líquido, policie-se na alimentação e blá.. blá.. blá.. blá.

Um abraço, bom carnaval.