“Everything is a Remix” – #reblog

Oi.

Hoje resolvi rever um dos vídeos que muito me influenciaram na forma como passei a enxergar minhas limitações quando falamos em criatividade. Nunca me achei um cara criativo, até ver este vídeo e entender o porquê não o era.

Me fez muito bem, então resolvi compartilhar aqui. Assista!

Bons insights.

Abração.

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Livro: O dilema da Inovação

Oi. Post rápido hoje com dois objetivos. Primeiro, compartilhar com você uma dica de boa leitura, principalmente se você se interessar por tecnologia. Segundo, pra manter o registro do meu entendimento sobre este livro que, dentro da minha realidade, foi revelador.

Ao ler o livro “O Dilema da Inovação“, do Clayton Christenden, me deparei com uma daquelas coisas que parecem ser a peça que falta no quebra-cabeças. Clayton expõe um conceito simples que me fez enxergar o porquê de dezenas de coisas que estavam acontecendo à minha volta, e quero compartilhar minha ótica aqui com vocês.

Tento sintetizar a seguir o conceito principal do livro (o Autor que me perdoe pelo simplismo que posso transmitir ao fazê-lo) em alguns tópicos:

Conceito base

Existem dois tipos de tecnologia: Incremental, quando se melhora um produto, ou mercado existente. E de Ruptura, quando muda radicalmente ou cria-se novos hábitos ou formas de consumo de determinado produto, criando-se um novo mercado. Toda inovação de ruptura é um novo mercado, e com um tamanho incerto, de potencial não explorado.

Dilema

As chamadas grandes empresas (aquelas, multinacionais e dominantes em seu mercado de atuação), têm necessidades de recursos maiores do que as pequenas empresas (startups, por exemplo). Logo, como toda ruptura é um novo mercado e geralmente não oferece grandes possibilidades de ganhos financeiros, as grandes entram em um dilema:

Entrar em um mercado ainda não explorado correndo risco de perder altas somas de dinheiro em investimentos potencialmente sem retorno, ou esperar que algum player com necessidades menores comece a explorar o mercado para, quando e se este mercado ganhe um volume atraente, passar a explorá-lo com a força da marca?

Bem, isto é um dilema talvez não pelo risco de se investir em um produto ou mercado que não se consolide. Mas sim porque, quando uma tecnologia de ruptura surge, o precursor desta tecnologia é praticamente inalcançável haja vista o tempo de pesquisa e desenvolvimento dispendido durante a descoberta e lançamento. Afinal, quem poderia realmente apostar no sucesso de algo como o iPod e Netflix, tecnologias que mudaram a forma como as pessoas ouvem música e assistem filmes atualmente, antes que fossem lançados ao mercado?

O que parecer ser a saída

Este dilema foi, em minha modesta opinião, um dos principais (senão o principal) fatores para que as empresas gigantes do planeta investissem cada vez mais em Pesquisa e Desenvolvimento de novas tecnologias, sobretudo após a virada do século.

No entanto, olhando mais atentamente pode-se observar um movimento que vem se tornando cada vez mais comum em diversos segmentos da economia: empresas dominantes do mercado, responsáveis pela maior parte das tecnologias incrementais no segmento adquirindo empresas recém lançadas e ainda sem muito prestígio, mirando ideias e tecnologias que possivelmente podem causar uma ruptura em seu mercado.

No mundo do software é possível ver exemplos claros disto. E falarei disto a seguir. Só mais um pouco.

Ruptura no mundo do software

Sem querer entrar em questões e termos técnicos típicos da informática, me atrevo a escrever este parágrafo por achar de suma importância.

Após ler o conteúdo acima e estar (só um pouco) melhor conceituado sobre tecnologia de ruptura, pense…

Pense no que conhecemos hoje como “cloud computing” ou “computação em nuvens”. O termo foi utilizado a primeira vez em 1997 e começou a ganhar força por volta de 2007 e 2008 mas, fontes da internet endossam, o conceito já existe desde a década de 60. Digamos apenas que, ao se utilizar computação em nuvens, as informações outrora centralizadas e guardadas a 7 chaves em salas arejadas e cheias de computadores onde, dentre eles, se tinha um ou mais servidores, passaram a ser guardadas em um servidor virtual, na internet (Vide artigo que achei no site da Dell, sobre “A História e o Futuro da Computação em Nuvem”).

Agora, pense que um software gera informações (banco de dados) que devem ser armazenadas em um local seguro e que, geralmente, as empresas possuem seus servidores para tal. E  pense que os servidores podem estar na própria empresa ou fora dela, e podem ser físicos ou virtuais.

Pensou? Agora eu te pergunto: O advento da internet e centenas (ou milhares) de aplicações sendo escritas para web e rodando seus bancos de dados em nuvem, são ou não são uma baita ruptura na maneira como algumas empresas gigantes de tecnologia como a IBM, SAP, TOTVS e outras produziam e comercializavam seus produtos? Será que a aquisição de startups e empresas especializadas em aplicativos é uma saída óbvia para o dilema da inovação?

Finalizando

Bom, eu amo tecnologia. Uso, recomendo e pesquiso à respeito. Mas confesso que escrever sobre ela não é a minha praia. Espero ter te dado uma boa ideia sobre o conteúdo do livro e que se você efetivamente ler o livro, compartilhe comigo sua opinião.

Você sabe como me encontrar. Forte abraço!