Livro: “Start” (de Jon Acuff)

Oi.

O Livro “Start – Dê um soco na cara do medo; trabalhe no que interessa”, do americano Jon Acuff, é uma delícia de se ler. E isto não é só porque o cara escreve bem (e escreve) e de um jeito descontraído que faz a mensagem chegar ao leitor como se ele estivesse falando diretamente, ao vivo. O livro é uma delícia pela mensagem que traz, e pela forma como trata as iterações de aprendizado que temos na vida.

Basicamente, o livro diz que todos nós podemos ser incríveis e atingir à grandeza (que por sua vez, nada mais é do que aquilo que faz com que nos sintamos incríveis), desde que sigamos a “estrada da grandeza”, que passa por cinco terras distintas, sendo elas:

  1. A terra do Aprendizado
  2. A terra do Foco
  3. A terra do Domínio
  4. A terra da Colheita
  5. A terra da Orientação

Os nomes são bastante intuitivos e o livro detalha cada “terra” citada acima. Por isso, não vou me estender aqui. Só vou dizer duas coisas:

  1. Não é possível pegar atalhos na “estrada da grandeza”. Para ser incrível em alguma coisa, temos que passar por todas as “terras”;
  2. Chegando à terra da orientação, nós precisamos encontrar uma nova grandeza para buscar e voltamos à terra do aprendizado.

Achei esta mensagem é maravilhosa. Recomendo demais a leitura.

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A revolução do varejo

Oi, pessoal.

Estou lendo um livro sobre compras no varejo e o comportamento que temos durante o ato de comprar. Estou tendo reflexões e descobertas tão interessantes que seria muito egoísmo não registrar aqui e compartilhar com mais pessoas. Para quem quiser ler, o nome original do livro é ‘Why We buy”, e foi traduzido para o português com o lamentável título “Vamos às compras” – digo lamentável porque a tradução do título tirou muito do efeito instigante que o Autor provavelmente pretendia… mas tudo bem. O livro é ótimo.

Não tenho aqui a intenção de abordar propriamente o tema do livro ou fazer uma sinopse. Quero apenas dizer que vale a pena ler e compartilhar uma ou duas coisas em que comecei a refletir e reparar depois de ler o livro (gostei tanto que assim que terminei a leitura, dei dois dias de intervalo e recomecei a ler os pontos chave).

Além de relatar aspectos físicos e neuromotores que justificam várias coisas evidentes nos layouts de supermercados, lojas de departamento e lojas de conveniência, o livro nos fala muito sobre a o impacto da cultura das pessoas no comportamento de compra das mesmas. E esta parte, particularmente, é fantástica. Mas há um fato exposto no livro que me deixou chocado. Chocado porque é algo óbvio e explícito, mas que não costumamos reparar: o mundo que foi concebido e dominado por homens durante tanto tempo, agora é cada vez mais feminino.

Ora, as diferenças comportamentais e culturais entre as pessoas sempre influenciaram (ou até mesmo definiram) muita coisa ao longo da história. No entanto, a revolução do comportamento social que vem acontecendo de 30 anos pra cá, principalmente em relação ao papel da mulher em todos os setores da vida moderna, tem exigido mudanças drástica na forma como as vendas acontecem no varejo. Ambientes rústicos e sóbrios, outrora preparados exclusivamente para o público masculino, receberam uma nova roupagem para atender de forma eficiente ao público feminino, ávido pelas compras.

Comprar, é um processo dominantemente feminino. Há quem queira justificar isso pela abordagem biológica, dizendo que foram as mulheres quem examinavam, separavam e limpavam os alimentos na família pré-histórica, enquanto homens vagavam de forma errante na mata em busca da caça. Outros, mais socialistas, preferem dizer que a opressão imposta ao gênero feminino até algumas décadas atrás transformou o ato de comprar em uma fuga psicológica e social para as mulheres, que por não poderem trabalhar, falar com outros homens e serem responsabilizadas excessivamente pelo trato do lar, viam no ritual de compra um refúgio e forma de socialização com outros adultos. Mas o fato é que a mulher adora o ritual de compra. Adora entrar na loja e andar calma e atentamente pelos corredores, examinando vitrines, experimentando produtos e decidindo muito competentemente a compra, considerando cada detalhe dos produtos e serviços oferecidos.

O varejo sempre mirou nas mulheres. Afinal, para o homem, o processo de compra ideal consiste, quase sempre, em entrar correndo no estabelecimento, achar o que entrou pra comprar muito rapidamente, pagar e sair. Homens e mulheres compram de forma diferente. Mas não dá pra negar que o mundo mudou. Hoje a maior parte das mulheres trabalham, dividindo as tarefas domésticas e a educação dos filhos com os parceiros. E se a vida mudou, o varejo tem que mudar… tem que aderir à esta revolução social… Se você reparar, vai ver como é difícil para o homem comprar produtos de higiene masculinos, pois além de não se encontrar muitas linhas masculinas de cosméticos, as que existem estão sempre escondidas em um espacinho minúsculo num corredor de uma grande seção cor de rosa de hidratantes… nenhum homem fica à vontade pra comprar suas coisas assim…

O mundo mudou. O varejo deve mudar. É nítido que ele não está preparado pra receber o novo consumidor que se apresenta já nesta segunda década de século XXI. Mulheres e homens modernos, com sede de bons produtos e tratamento personalizado e justo. Quem conseguir identificar estas novas demandas, certamente vai ganhar muito dinheiro.

Ah, se não deixe de ler o livro! Vale muito a pena.
Abraço.

Dica de leitura – Vendas

Oi, amigos!

Fiquei coisa de 10, 11 dia sem escrever no blog e, olha, parece uma eternidade. Sinceramente, não pensei que sentiria falta. Mas senti, muita.

Então passei aqui, mesmo em meio à toda agitação destes dias, pra dar uma dica de leitura pra vocês. Quero recomendar ama trilogia de livros de vendas que acabei de terminar. Aliás, “vendas” é um termo muito mal compreendido, vale dizer. Tem gente que até se arrepia e logo tem a mente tomada pela imagem de um charlatão de terno e gravata tentando empurrar-lhe guela abaixo qualquer produto de origem duvidosa… Isto está errado!

Vender é um comportamento. E digo mais: um comportamento natural. A todo momento, todos nós estamos vendendo uma atitude, uma causa, uma imagem pessoal. Vendemos aos familiares, vendemos aos amigos, vendemos a nós mesmos. A venda é uma característica natural do comportamento humano, amigos, quer você goste, ou não. Suas opções são negligenciar isto e ficar todo travado em tudo pelo resto da vida; se enganar e achar que “não é vendedor” e passar a vida inteira VENDENDO a imagem do “vender não é minha praia”; ou assume logo que vai ter que se aperfeiçoar de qualquer jeito e parte pro ataque.

Pro caso de você escolher a última opção, quero te indicar aqui a leitura de uma trilogia muito interessante. São livros de autores e abordagens diferentes, mas juntos, extremamente poderosos pelo entendimento que proporcionam.  Veja:

Dica 1: “Saber vender é da natureza humana” (The sell is human) – http://www.amazon.com.br/Saber-vender-natureza-humana-surpreenda-se-ebook/dp/B00FXBT58Y
Dica 2: “Vamos às compras” (Why we buy) – http://www.livrariacultura.com.br/p/vamos-as-compras-2722128
Dica 3: “Spin Selling – Alcançando a excelência em vendas” (Spin Selling) – http://www.livrariacultura.com.br/p/alcancando-excelencia-em-vendas-spin-selling-2638869
Desta vez, não entrarei em detalhes e nem vou transcrever a sinopse dos livros. Acima, indico as versões em português e coloco um link genérico mostrando o livro (ao pesquisar, você deverá encontrar preços menores, caso queira comprar). Só vou dizer que vale muito a pena.
Depois de ler, me mande um e-mail contando o que achou.
Agora, vou-me embora. Afinal, hoje é sábado à noite 😉
Abraços!

O nosso desafio pela educação

Eu não me canso de dizer que a faculdade deve ser o ambiente de testes onde as pessoas devem tentar validar suas ideias sem medo. É ali, durante aqueles anos de formação e de base acadêmica para exercer a profissão, que o estudante precisa colocar em prática suas hipóteses para, com o auxílio e estrutura dos professores, obter a preparação que o mercado de trabalho exige dos profissionais. Errar é parte do processo de aprendizado e as faculdades deveriam incentivar a postura empreendedora de seus formandos, gerando profissionais realmente prontos para encarar os maiores desafios aqui fora. Entretanto, isto não acontece como deveria. E não acontece por diversos motivos: a maioria dos estudantes brasileiros já trabalha quando ingressa no ensino superior; grande parte dos professores não têm o devido vínculo com as práticas atuais de mercado; há uma defasagem crônica no ensino de base do país, gerando estudantes despreparados para as faculdades; etc.

Sou bacharel em administração de empresas e fiquei extremamente surpreso ao descobrir que eu poderia ficar estudando por 4 anos e sair sem saber como se abre uma empresa! Aliás, isso só não aconteceu porque eu faço parte do raríssimo grupo de pessoas que realmente quis fazer este curso. Mesmo assim, o ensino foi baseado em teorias da administração de 50 anos atrás e, se eu não me esforçasse muito mais que a média de pessoas no curso, seria mais um formando desatualizado e sem espaço no mercado de trabalho. Durante a faculdade eu trabalhei numa empresa de tecnologia e, por isso, tive oportunidade de constatar que o mesmo acontece na maioria das faculdades de tecnologia do Brasil: os caras aprendem coisas de 10 a 20 anos atrás e, se não se esforçarem muito além da média, terminam suas faculdades sem saber nada que realmente gere valor para o mundo. É uma falha grave na nossa educação. Mas, como resolver este problema?

Ora, minha visão é de que por se tratar de um problema crônico, relacionado tanto a fatores culturais como estruturais do País, não se pode esperar uma solução unilateral por parte do Governo. Se quisermos realmente fazer algo pela educação de nossos jovens, teremos que usar a criatividade, arregaçar as mangas e ir à luta. Empresas terão que ser mais presentes nas escolas e universidades e o incentivo ao empreendedorismo deve vir do berço. E, principalmente, caras como eu (e talvez você), que se formaram e estão atuantes no mercado de trabalho graças a muito esforço e um grande ímpeto em complementar o conhecimento, questionar, testar e validar hipóteses, não devem esquecer o problema da educação de base: devemos voltar e compartilhar com os estudantes o que o mercado nos ensinou. Este é desafio. Este é o meu desafio.

Tenho pensado e feito algumas coisas para cumprir este desafio. Uma delas, é levar grupos de discussão de práticas de mercado para os estudantes empreendedores de algumas instituições. Outra, é apoiar causas como a do education dream (que ainda devo um post, aliás), que ajudam as pessoas as realizar seus sonhos de educação através de uma plataforma colaborativa; e da endeavor, referência em educação empreendedora no Brasil.

Já tem muita gente trabalhando pra solidificar as bases educacionais do nosso país. Mas é importante que todos nós façamos um pouquinho. Devemos isso ao mundo. Daqui alguns meses, trarei as ações que estou realizando no mundo off line para cá, e será um prazer dividir com você.

Abraço!

 

Livro: O dilema da Inovação

Oi. Post rápido hoje com dois objetivos. Primeiro, compartilhar com você uma dica de boa leitura, principalmente se você se interessar por tecnologia. Segundo, pra manter o registro do meu entendimento sobre este livro que, dentro da minha realidade, foi revelador.

Ao ler o livro “O Dilema da Inovação“, do Clayton Christenden, me deparei com uma daquelas coisas que parecem ser a peça que falta no quebra-cabeças. Clayton expõe um conceito simples que me fez enxergar o porquê de dezenas de coisas que estavam acontecendo à minha volta, e quero compartilhar minha ótica aqui com vocês.

Tento sintetizar a seguir o conceito principal do livro (o Autor que me perdoe pelo simplismo que posso transmitir ao fazê-lo) em alguns tópicos:

Conceito base

Existem dois tipos de tecnologia: Incremental, quando se melhora um produto, ou mercado existente. E de Ruptura, quando muda radicalmente ou cria-se novos hábitos ou formas de consumo de determinado produto, criando-se um novo mercado. Toda inovação de ruptura é um novo mercado, e com um tamanho incerto, de potencial não explorado.

Dilema

As chamadas grandes empresas (aquelas, multinacionais e dominantes em seu mercado de atuação), têm necessidades de recursos maiores do que as pequenas empresas (startups, por exemplo). Logo, como toda ruptura é um novo mercado e geralmente não oferece grandes possibilidades de ganhos financeiros, as grandes entram em um dilema:

Entrar em um mercado ainda não explorado correndo risco de perder altas somas de dinheiro em investimentos potencialmente sem retorno, ou esperar que algum player com necessidades menores comece a explorar o mercado para, quando e se este mercado ganhe um volume atraente, passar a explorá-lo com a força da marca?

Bem, isto é um dilema talvez não pelo risco de se investir em um produto ou mercado que não se consolide. Mas sim porque, quando uma tecnologia de ruptura surge, o precursor desta tecnologia é praticamente inalcançável haja vista o tempo de pesquisa e desenvolvimento dispendido durante a descoberta e lançamento. Afinal, quem poderia realmente apostar no sucesso de algo como o iPod e Netflix, tecnologias que mudaram a forma como as pessoas ouvem música e assistem filmes atualmente, antes que fossem lançados ao mercado?

O que parecer ser a saída

Este dilema foi, em minha modesta opinião, um dos principais (senão o principal) fatores para que as empresas gigantes do planeta investissem cada vez mais em Pesquisa e Desenvolvimento de novas tecnologias, sobretudo após a virada do século.

No entanto, olhando mais atentamente pode-se observar um movimento que vem se tornando cada vez mais comum em diversos segmentos da economia: empresas dominantes do mercado, responsáveis pela maior parte das tecnologias incrementais no segmento adquirindo empresas recém lançadas e ainda sem muito prestígio, mirando ideias e tecnologias que possivelmente podem causar uma ruptura em seu mercado.

No mundo do software é possível ver exemplos claros disto. E falarei disto a seguir. Só mais um pouco.

Ruptura no mundo do software

Sem querer entrar em questões e termos técnicos típicos da informática, me atrevo a escrever este parágrafo por achar de suma importância.

Após ler o conteúdo acima e estar (só um pouco) melhor conceituado sobre tecnologia de ruptura, pense…

Pense no que conhecemos hoje como “cloud computing” ou “computação em nuvens”. O termo foi utilizado a primeira vez em 1997 e começou a ganhar força por volta de 2007 e 2008 mas, fontes da internet endossam, o conceito já existe desde a década de 60. Digamos apenas que, ao se utilizar computação em nuvens, as informações outrora centralizadas e guardadas a 7 chaves em salas arejadas e cheias de computadores onde, dentre eles, se tinha um ou mais servidores, passaram a ser guardadas em um servidor virtual, na internet (Vide artigo que achei no site da Dell, sobre “A História e o Futuro da Computação em Nuvem”).

Agora, pense que um software gera informações (banco de dados) que devem ser armazenadas em um local seguro e que, geralmente, as empresas possuem seus servidores para tal. E  pense que os servidores podem estar na própria empresa ou fora dela, e podem ser físicos ou virtuais.

Pensou? Agora eu te pergunto: O advento da internet e centenas (ou milhares) de aplicações sendo escritas para web e rodando seus bancos de dados em nuvem, são ou não são uma baita ruptura na maneira como algumas empresas gigantes de tecnologia como a IBM, SAP, TOTVS e outras produziam e comercializavam seus produtos? Será que a aquisição de startups e empresas especializadas em aplicativos é uma saída óbvia para o dilema da inovação?

Finalizando

Bom, eu amo tecnologia. Uso, recomendo e pesquiso à respeito. Mas confesso que escrever sobre ela não é a minha praia. Espero ter te dado uma boa ideia sobre o conteúdo do livro e que se você efetivamente ler o livro, compartilhe comigo sua opinião.

Você sabe como me encontrar. Forte abraço!