Você não pode decidir depois da crise

Tenho muitos amigos empreendedores e, com esse negócio de “crise” que o País vem passando nos últimos tempos, me propus até instintivamente a conversar mais com eles sobre negócios. A maior parte destes meus amigos tem um negócio em estágio de startup ou de validação de produto / mercado, sendo que alguns estão em pleno momento de tomar as decisões vitais ao crescimento do negócio (investir em marketing, crescer o time, criar a estrutura de back office do negócio e afins) ou pivotar. E é claro que com um cenário mais hostil ao crescimento, enfrentar todos estes desafios se torna uma tarefa ainda mais difícil.

Mas em todas as conversas que tenho tido, um fator em comum me chamou à atenção: por pior que sejam as perspectivas, o empreendedor sempre sabe (no fundo, no fundo) o que tem que fazer. Muitos tomam decisões mais conservadoras e, porque não, mais confortáveis em seus negócios não porque estão inseguros ou apenas querendo proteger o seu patrimônio, mas porque diante deste chororô que o mercado nos obriga a engolir diariamente, se você for corajoso o suficiente pra fazer o que você sabe que tem que fazer, vão te internar. Ou seja, é mais conveniente você se contentar com um crescimento abaixo do possível e ouvir “pelo menos tá crescendo” do que buscar aquele crescimento (não vou dizer exponencial senão terá gente me xingando) que você provavelmente alcançaria em tempos de “mercado aquecido”.

Já tá entendendo onde eu quero chegar com este texto?

Sim. É isso mesmo: você, empreendedor, pode até não aceitar. Mas você não pode me negar que sempre tem um sexto sentido te indicando que deve ou não fazer alguma coisa. Ás vezes, você tenta ignorar isto. Às vezes, pede opiniões tendenciosamente alheias para não assumir a responsabilidade que é tomar as decisões. Mas você não pode se enganar. No fundo, você sabe o que tem que fazer. Se seu negócio não vai bem, enfrente os problemas, organize-se e pivote o quanto precisar. Se vai bem e você sente que pode crescer mesmo em tempos em que ninguém acredita, arrisque. Só não coloque a culpa de você não fazer o que tem que fazer na tal da crise. Ou qualquer outra desculpa. Isso não é cautela. é covardia.

Abraços.

 

 

 

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