Refletindo sobre felicidade

Estes dias eu vi um post no Facebook onde tinha uma foto do focinho de um cachorro com a legenda “Dizem que este focinho traz felicidade”. Isso me fez lembrar de uma conversa bem antiga, porém interessante que tive com minha esposa certa vez, onde estávamos falando sobre qual seriam, de fato, as condições de vida ideal para uma pessoa ser feliz. Começamos a divagar sobre qual seria a contribuição de cada área de nossas vidas (física, financeira, social, familiar, afetiva, profissional e espiritual) para que fôssemos felizes, e qual delas deveria ter maior atenção ou prioridade de nossa parte.

Esta conversa aconteceu já tem muitos anos, mas não foi a primeira e nem a ultima que tive com minha esposa e com outras pessoas, também, sobre felicidade. O conceito de felicidade é um tema recorrente nas conversas que tenho com as pessoas mais próximas à mim, e cada novo ponto de vista que conheço me enriquece um pouco mais e me dá novos insights sobre a vida. Foi por isso resolvi escrever este post e te convidar a refletir comigo sobre as várias óticas e linhas de pensamento à respeito.

Você se sente mais feliz quando está em um grande grupo de colegas ou quando está com aqueles dois amigos de sempre? O quanto você relaciona o nível de felicidade com o momento financeiro que vive? Já se sentiu infeliz quando tua vida parecia perfeita aos olhos dos outros? Já parou pra pensar que as três ou quatro pessoas fora da tua família que você mais admira e considera felizes, provavelmente levam vidas substancialmente diferentes?

Tudo isso é coisa pra pensar. Mas não pensar passivamente. Pensar com viés de mudança positiva, querer evoluir – principalmente se as respostas que tivermos não forem as que gostaríamos de responder. Só o profundo autoconhecimento permite responder as questões que citei aqui e outras. E nos questionar é uma forma de alcança-lo. Ter questões como estas em mente nos coloca em um nível diferente na vida. Um nível superior de observação, de comunicação com os outros, de postura perante o dia-dia e de encarar tudo, de modo geral. Passamos a olhar mais pra dentro do que pra fora de nós mesmos. Passamos a respeitar o ambiente e tudo que o compõe. O aprendizado realmente começa. E é aí que geralmente começamos a acreditar em um tipo de felicidade que até então nem imaginávamos, mas percebemos que somos parte do universo e nele tudo está interligado.

Este não é um post de respostas. É um post de perguntas. Pra refletir, descobrir, avançar. Aí mesmo, de onde você está. A partir de agora, e para sempre. Quanto mais respostas surgirem ao longo do tempo, maior o indício de que está se autoconhecendo. Este é o verdadeiro avanço e a possível contribuição que este post pode ter. Mais um passinho. O destino é um só pra todos: felicidade.

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Você não pode decidir depois da crise

Tenho muitos amigos empreendedores e, com esse negócio de “crise” que o País vem passando nos últimos tempos, me propus até instintivamente a conversar mais com eles sobre negócios. A maior parte destes meus amigos tem um negócio em estágio de startup ou de validação de produto / mercado, sendo que alguns estão em pleno momento de tomar as decisões vitais ao crescimento do negócio (investir em marketing, crescer o time, criar a estrutura de back office do negócio e afins) ou pivotar. E é claro que com um cenário mais hostil ao crescimento, enfrentar todos estes desafios se torna uma tarefa ainda mais difícil.

Mas em todas as conversas que tenho tido, um fator em comum me chamou à atenção: por pior que sejam as perspectivas, o empreendedor sempre sabe (no fundo, no fundo) o que tem que fazer. Muitos tomam decisões mais conservadoras e, porque não, mais confortáveis em seus negócios não porque estão inseguros ou apenas querendo proteger o seu patrimônio, mas porque diante deste chororô que o mercado nos obriga a engolir diariamente, se você for corajoso o suficiente pra fazer o que você sabe que tem que fazer, vão te internar. Ou seja, é mais conveniente você se contentar com um crescimento abaixo do possível e ouvir “pelo menos tá crescendo” do que buscar aquele crescimento (não vou dizer exponencial senão terá gente me xingando) que você provavelmente alcançaria em tempos de “mercado aquecido”.

Já tá entendendo onde eu quero chegar com este texto?

Sim. É isso mesmo: você, empreendedor, pode até não aceitar. Mas você não pode me negar que sempre tem um sexto sentido te indicando que deve ou não fazer alguma coisa. Ás vezes, você tenta ignorar isto. Às vezes, pede opiniões tendenciosamente alheias para não assumir a responsabilidade que é tomar as decisões. Mas você não pode se enganar. No fundo, você sabe o que tem que fazer. Se seu negócio não vai bem, enfrente os problemas, organize-se e pivote o quanto precisar. Se vai bem e você sente que pode crescer mesmo em tempos em que ninguém acredita, arrisque. Só não coloque a culpa de você não fazer o que tem que fazer na tal da crise. Ou qualquer outra desculpa. Isso não é cautela. é covardia.

Abraços.

 

 

 

A/C Depto de RH

Embora eu nunca tenha oficialmente assumido um “cargo” na área de recursos humanos, em todas as empresas que passei nos meus 15 anos de carreira eu fui naturalmente conduzido ao posto de “responsável por recrutar, selecionar e receber os novos talentos”. Uma espécie de guardião da cultura das empresas.

Conversando sobre isso numa roda de bar, com amigos de longa data, começamos a debater sobre esta área e, principalmente, porque os “departamentos de RH” geralmente ou não se dão bem com os “gestores de área” e vivem em pé de guerra, ou são ineficientes tanto na mineração de talentos adequados quanto na na propagação da cultura das organizações (claro que há exceções).

E aí me veio à mente uma diferença marcante entre o trabalho que eu desenvolvo (que já chegou a eliminar departamentos inteiros de algumas empresas) e o que vejo o mercado praticar: Esta diferença está em um critério muito simples de entender:

Enquanto o RH inconscientemente sempre procura um motivo pra desclassificar um candidato, eu procuro apenas um motivo pra contratá-lo.

Não estou dizendo que um ou outro está errado (estou apenas sugerindo). Os filtros de avaliação são necessários e esta busca por um candidato perfeito que as agências e consultorias de recrutamento perseguem pode até ser útil. Mas a questão é que, quando alguém me pergunta o porquê de ter efetuado alguma das contratações que efetuei, eu tenho a resposta sempre na ponta da língua, e é claro que ela é relativa em cada contratação já que é o perfil do candidato que responde isto. Eu perguntei pra alguns amigos da área de RH o que era determinante para contratação, e a resposta da maioria indicou “ausência de falhas no currículo”, “nada que impeça a contratação” e coisas assim, quando o correto deveria ser presença de determinada característica ou feito, e não ausência de outras coisas que até podem ser complementadas pós contratação.

Esta é uma questão complexa. Tem vários fatores que originaram a forma como isso acontece hoje (Até as cartas de referência que vejo circular são do tipo “não há nada que diga que ele não é bom”). Um único post sobre o assunto não explora as causas da questão. Mas achei muito útil registrar essa conversa aqui e compartilhar com vocês a reflexão:

Contrate pessoas pelo que elas têm, e não pelo que elas não tem.

Forte abraço.

Não se preocupe em mostrar valor às pessoas

Desde pequeno eu sempre pensei que ser diferente me traria algumas vantagens perante o mundo. Pensei que se estudasse mais que todo mundo seria o melhor profissional possível, pensei que se trabalhasse mais que todo mundo ficaria rico. Pensei que se fosse o melhor homem do mundo meu cônjuge me amaria mais (é só olhar pro mundo e você vai ver que nada é assim).

Pensei que sendo diferente da média, e sendo o melhor possível em tudo o que fizesse, todos me reconheceriam e eu não teria frustrações em minha vida. Isto já aconteceu com você? Você já ficou se empenhando ao máximo em tudo o que fazia para mostrar valor às pessoas, para que vissem que você é “diferente” da média e lhe dessem algum reconhecimento? Se já aconteceu, espero que você compreenda o que eu vou dizer agora: Mostrar valor é inútil.

Hoje, eu sei que quando você cria e transmite valor, as pessoas o percebem. Se você estiver gerando valor ao ecossistema em que vive, você não precisa mostrar. Parece óbvio. Mas Deus… como demorei a entender isto. E é exatamente este o motivo que me leva a escrever este post. Talvez neste momento você esteja buscando energias pra continuar a ser o melhor possível, como eu busquei recentemente, e esteja tendo dificuldades, como eu recentemente enfrentei. Talvez você esteja a ponto de desistir, como eu quase o fiz. Quase..

Quero compartilhar com você algo íntimo. Que compartilhei com pouca gente (e levando em conta a audiência deste blog, continuará assim). Eu não desisti da vida porque encontrei meu propósito. E encontrei a partir do momento em que parei de buscar respostas no universo e comecei a prestar atenção em mim mesmo. Autoconhecimento é a minha fórmula. A tão falada inteligência intra-pessoal salvou minha vida. Comecei a entender minha relação com o mundo e com as pessoas… e ter as pessoas certas ao lado, na hora certa, foi fundamental. Quanto mais invisto em autoconhecimento, menos me preocupo em mostrar valor e mais valor acabo gerando. E é isso o que importa: gerar valor pras pessoas que você ama, gerar valor para o ecossistema em que você vive, gerar valor pra você mesmo.

Este é meu conselho. Invista em se conhecer, pra ter um auto-relacionamento maravilhoso. Aí o valor aparece. E as pessoas percebem. O resto é consequência.

Abraços.

Livro: “Start” (de Jon Acuff)

Oi.

O Livro “Start – Dê um soco na cara do medo; trabalhe no que interessa”, do americano Jon Acuff, é uma delícia de se ler. E isto não é só porque o cara escreve bem (e escreve) e de um jeito descontraído que faz a mensagem chegar ao leitor como se ele estivesse falando diretamente, ao vivo. O livro é uma delícia pela mensagem que traz, e pela forma como trata as iterações de aprendizado que temos na vida.

Basicamente, o livro diz que todos nós podemos ser incríveis e atingir à grandeza (que por sua vez, nada mais é do que aquilo que faz com que nos sintamos incríveis), desde que sigamos a “estrada da grandeza”, que passa por cinco terras distintas, sendo elas:

  1. A terra do Aprendizado
  2. A terra do Foco
  3. A terra do Domínio
  4. A terra da Colheita
  5. A terra da Orientação

Os nomes são bastante intuitivos e o livro detalha cada “terra” citada acima. Por isso, não vou me estender aqui. Só vou dizer duas coisas:

  1. Não é possível pegar atalhos na “estrada da grandeza”. Para ser incrível em alguma coisa, temos que passar por todas as “terras”;
  2. Chegando à terra da orientação, nós precisamos encontrar uma nova grandeza para buscar e voltamos à terra do aprendizado.

Achei esta mensagem é maravilhosa. Recomendo demais a leitura.

As 3 formas mais rápidas de quebrar tua empresa em tempos de crise

Durante a turbulência econômica que nosso País está passando, tenho dedicado um tempo substancial do meu dia-a-dia para estudar o comportamento do micro, pequeno e médio empresário em suas decisões de negócio. E faço isso não só porque eles são a maior parte do público atendido pela minha empresa, mas também porque eu próprio acredito que esta observação e consequente troca de experiências é um dos fatores que melhora a gestão e ajuda a passar pela crise.

Uma das coisas que mais tenho observado é uma trilogia de decisões que o pessoal anda tomando, e que em minha opinião tende a fazer com que estas empresas desapareçam, inevitavelmente. Frente ao cenário hostil e potencialmente recessivo, o empresário resolve (1) diminuir o time de vendas, (2) cortar os investimentos em treinamento da Equipe, e (3) reduzir drasticamente (quando também não corta) a publicidade da empresa.
Talvez isto aconteça porque, muitas vezes, o empresário tem uma percepção equivocada da criação de valor que este tipo de investimento gera. Mas é preciso abrir os olhos.
Note que as empresas líderes de mercado (deduzo que são líderes por estarem mais preparadas) aproveitam o mercado instável pra qualificar melhor os vendedores, aumentar a publicidade e surfar na crista da onda, apostando que a concorrência não tem capacidade e preparo à altura para acompanhar seu ritmo. Isto é um indicador.
Há poucos meses o IAB Brasil (antiga Associação de Mídia Interativa) realizou uma pesquisa, também replicada nos principais veículos de comunicação, apontando que o investimento em publicidade digital ou online crescerá 15% em 2015. Minha opinião é de que isto não acontece apenas porque a publicidade online é mais barata. Acontece porque investir em publicidade em tempos de incerteza dá retorno (e consequentemente exigirá um time comercial maior e melhor qualificado).
Então, não mate o teu negócio. Invista em publicidade, treine o time, e à medida que o retorno for surgindo, cresça. Caso contrário, não só poderá causar a morte do negócio, como o fará do jeito mais rápido.